O que são Comunidades de Prática?

Comunidades de Prática constituem uma rede colaborativa de aprendizagem, formadas por indivíduos que se envolvem, interagem e compartilham conhecimento e práticas relacionados a interesses comuns, valiosos para o desenvolvimento de sua competência individual e para a evolução da sociedade como um todo.

Uma comunidade de prática consiste num grupo de pessoas que compartilham um interesse sobre um assunto ou problema e aprendem com interações regulares. Este contato entre os membros da comunidade pode ocorrer de forma presencial ou mesmo virtual, mas deve possibilitar a troca de informações e conhecimentos, que ao serem postos em prática pelos outros membros, auxiliam na busca de soluções e das melhores práticas, promovendo o aprendizado do grupo.

Conforme Wenger, mais que comunidades de aprendizes, a comunidade de prática é uma "comunidade que aprende", pois reúne pessoas que têm compromisso de agregar as melhores práticas. Uma comunidade de prática não é somente um agregado de pessoas definidas por algumas características, mas sim de pessoas que aprendem, constroem e fazem a gestão do conhecimento. Tendo em vista que o conhecimento e a aprendizagem têm um caráter social e ambos são construídos por indivíduos, as comunidades de prática tendem a ter identidade própria e, se bem desenvolvida, podem gerar uma linguagem própria que permite aos membros uma melhor comunicação e afirmação na identificação.

As Comunidades de Prática são criadas para que seus membros desenvolvam suas competências, através da construção de conhecimento, pelo compartilhamento ou troca de experiências individuais. Os membros de uma Comunidade de Prática continuam se relacionando pelo compromisso e pela identificação destes com as competências e habilidades desenvolvidas no grupo. De acordo com Wenger, os elementos estruturais de uma Comunidade de Prática devem atender a três características fundamentais: Domínio, Comunidade e Prática.

O domínio é o estabelecimento das fronteiras e da identidade do grupo. É a fonte de inspiração de seus participantes. Estabelece a noção sobre quais temas serão tratados pelo grupo. O membro precisa ter uma identidade definida pelo interesse compartilhado. Ser membro significa um compromisso com o grupo. Portanto, entendese o domínio, como sendo o assunto tratado dentro do grupo. É o motivo pelo qual as pessoas se reúnem, ou seja, a temática tratada no grupo.

A comunidade constitui uma verdadeira fábrica de aprendizagem, pois proporciona interações entre os seus elementos e encoraja o compartilhamento de ideias. A comunidade deve permitir que seus integrantes exponham suas questões independentemente do nível de conhecimento e as tratem com atenção, criando um clima não só de confiança, mas também desafiador.

O aprender é um ato social. Pessoas que se empenham em atividades conjuntas se ajudam mutuamente e compartilham informações, cabendo ao moderador da comunidade fomentar as relações e as trocas entre os indivíduos. Os membros precisam de atenção, organização e estímulo para definir seus papéis, a frequência dos encontros, as formas de interação, as atividades que produzirão energia e confiança, o equilíbrio entre os vários interesses associados, a forma de atuação diante de conflitos e as formas de receber os novos admitidos.

Estes tópicos permitem que a comunidade encontre seus meios de operação, a construção dos relacionamentos e cresça. A comunidade cria um ambiente para o aprendizado, pois estimula a interação e os relacionamentos com base no respeito mútuo e confiança, na boa vontade de compartilhar ideias, expor sua ignorância, fazer perguntas difíceis e escutar com atenção.

A prática é um conjunto de estruturas de trabalho, ideias, ferramentas, informações, estilos, linguagem, histórias e documentos que os membros da comunidade compartilham. Enquanto o Domínio determina o foco da comunidade, a prática representa o conhecimento que é desenvolvido, compartilhado e mantido. Os membros de uma Comunidade de Prática desenvolvem um repertório de experiências, histórias e ferramentas, as quais os qualificam para enfrentar certas situações que se tornem recorrentes. Qualquer comunidade com interações, baseada em um domínio, irá desenvolver algum tipo de prática em algum momento.

Uma comunidade pode se tomar próativa ao assumir o desenvolvimento de uma prática. Ela pode definir que conhecimentos compartilhar, documentar e desenvolver. Pode ainda definir de que forma organizar as atividades de aprendizado, as formas de acesso ao conhecimento persistido, as normas, os projetos assumidos e as fontes de conhecimento. Tudo isso para que a comunidade intencionalmente se torne uma fonte de conhecimento para seus membros e outros que passam a se beneficiar destas habilidades.

A identificação dos elementos estruturais é extremamente importante para diferenciar uma Comunidade de Prática de outras formas de participação, como por exemplo times, forçastarefa e redes informais. Uma força-tarefa está associada a uma missão específica. Um time está associado a um processo específico ou a uma função. Se, nos times, papéis e tarefas podem variar, nas Comunidades de Prática tais papéis e tarefas são, geralmente, os mesmos.


Para dar um exemplo mais concreto, detalhamos abaixo uma necessidade e como ela foi atendida com o emprego da metodologia de Comunidades de Prática.

Necessidade de interação

João tem uma necessidade: precisa melhorar os processos de trabalho em Saúde, porém envolve profissionais e agentes de Saúde em todo o País. Para desenvolver o trabalho, ele precisa dispor de ferramentas e métodos adequados à troca de experiências e conhecimento.

João e seus colegas iniciam a interação com as ferramentas que cada um tem à disposição, porém encontram dificuldades para organizar o processo de trabalho desta forma.

As ferramentas escolhidas não tem um bom nível de integração, dificultando a compreensão de como devem ser usadas, dispersando as interações e tornando problemática a localização do que já foi discutido.

João questiona-se de que forma a colaboração pode ser mais efetiva. Que ferramentas e métodos podem ajudá-lo? Precisa de um ambiente para interagir com seus colegas onde cada um possa interagir e colaborar no momento de sua disponibilidade no local que estiver sem perder o contexto e o conteúdo da discussão.

Comunidades de Prática

João busca respostas para sua necessidade de interação e descobre que uma Comunidade de Prática pode ser um instrumento mais efetivo de consecução do trabalho colaborativo. Devido à evolução tecnológica atual e à revolução nos meios de comunicação, as novas formas de aprendizagem dependem de um conjunto de recursos tecnológicos que promovam de forma mais eficaz a interação.

O desenvolvimento do trabalho colaborativo flui melhor em uma plataforma que consiga integrar as diferentes formas de comunicação no contexto de comunidades de práticas. Ao pesquisar, João encontra as Comunidades de Práticas COPPLA, um projeto desenvolvido pelo instituto Communitas para solucionar problemas parecidos com o seu.

João começa a utilizar a ferramenta com seus colegas e percebe que nem todos compreendem as discussões da mesma forma, e que às vezes possuem interesses diferentes. Ele se dá conta que preciso criar um método para organizar e FOMENTAR o processo de colaboração.

Para felicidade do João, existe uma metodologia para o trabalho colaborativo usando comunidades de prática, desenvolvida pelo Communitas. Esta metodologia envolve o desenvolvimento de competências dos facilitadores e o planejamento de atividades que conduzam ao trabalho colaborativo na comunidade.

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